terça-feira, 14 de setembro de 2010

O CAFÉ COM CINEMA SERÁ DIA 01 DE OUTUBRO (SEXTA) às 19:30h



Combinamos no último Ágape - A Festa do Amor, realizado no dia 21/ago/2010, que o próximo Café com Cinema seria realizado no dia 18/set. Entretanto, devido a contratempos, estamos remarcando a data.

O próximo café com cinema será realizado no dia 01 de outubro de 2010,
no mesmo local de sempre: Centro Cultural CARAVIDEO.



NOVAS FAMÍLIAS
A Pastoral da Diversidade Sexual da Igreja Episcopal Anglicana em Goiânia e o Centro Cultural CARAVIDEO convidam você para assistir a esse documentário e participar do debate, enfrentando a temática:

FAMÍLIA E DIVERSIDADE SEXUAL


Dia 01 de Outubro (sábado) 19:30h

(Levar uma bebida e algo para comer)
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LOCAL:

CENTRO CULTURAL
Rua 83, no. 361, Setor Sul , fones : 3091-7416, 9299-9216 e 8129-4513

Um grande abraço para tod@s!

Min. Leigo Aurelio de Melo Barbosa

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Irmãos anglicanos e simpatizantes do anglicanismo


Saudações.

Quero me dirigir a vocês para convidá-los a participar de mais uma edição do GRITO DOS EXCLUÍDOS.

Data: 07 de setembro 2010.
Hora: 08 horas da manhã.
Local de concentração: Terminal PRAÇA DA BÍBLIA.



Este ano vamos tematizar o "Direito de ir e vir" tão desrespeitado entre nós. Queremos reivindicar que todos tenham direito de ir à saúde, ir ao trabalho, ir a sua casa própria, ir para o uma mesa farta, sempre transportados por meios dignos e seguros.

Um forte abraço.


Rev. Elias Mayer Vergara

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Amig@s da Pastoral da Diversidade Sexual


Mais uma vez nos dirigimos à vocês para agradecer a participação em nossa última atividade da Pastoral. Nossa segunda celebração do Ágape: a Festa de Amor, contou com a participação de 34 pessoas, que juntas fizeram uma grande experiência religiosa.



Nosso encontro começou com a DANÇA SAGRADA conduzida pela professora Flávia, que nos ensinou que todas as formas de amar, são sagradas. As danças, que sem falar de Deus, nos colocaram diante do mistério da vida humana, da vida da natureza, da subjetividade. A dança mexeu com os nossos corpos que se embriagaram do mistério das divindades, que aos poucos eram evocadas através dos gestos, dos corpos, das canções de amor. E o amor foi então ritualizado. O amor marginal migrou para o centro da sacralidade, a dança nos fez todos irmãos e irmãs, filh@s de uma mesma santidade. Precisamos agradecer à Flávia que nos ajudou a entender que Deus é amor, que o amor tem muitos nomes e muitas possibilidades, e que todas as possibilidades de amar são sagradas.



Depois fomos iluminados pela palavra de Deus, com o Salmo 82, onde Javé se dirige a humanidade como uma grande Assembléia de Deuses, advertindo para a necessidade do cuidado com os mais fracos e marginalizados do mundo. Somos Deuses! Cada um de nós carrega a imagem e semelhança de Deus. Nada portanto pode apagar nossa divindade, na medida em que cada um vive a experiência da essência do amor. Se amarmos, sem preconceitos, estaremos revelando a divindade que existe em cada um.

Ouvimos depois atentamente a palavra de Dom Maurício, bispo diocesano de Brasília e Primaz da Igreja Anglicana, que nos falou do quanto a tradição anglicana tem se confrontado com as mais variadas formas de discriminação humana. Falando de modo simples, relatando experiências de sua vida, deu testemunhos da importância de privilegiarmos as coisas simples da vida humana. Deixou claro que a Igreja Anglicana é uma tradição cristã que se abre para o mundo e tem um olhar de cuidado com aqueles que o mundo discrimina e marginaliza.


Por fim, a música da MPB, interpretada por Eliseu, Leonardo, Gustavo e Lívia Vergara criou um ambiente festivo em nosso Ágape. Nos confraternizamos com vinhos e outras bebidas. Ficamos por mais um bom tempo conversando, dançando, ouvindo boa música, aprofundando as relações de amor e amizade.

Assim foi esta segunda experiência do Ágape: a Festa do Amor!

Você é nosso convidado para viver esta experiência.

Aguarde. Outra oportunidade virá! Fique atento as notícias deste BLOG.


Reverendo Elias Mayer Vergara, ost

Segue-se agora outras fotos do evento...







terça-feira, 31 de agosto de 2010

NOVO E-MAIL DA PASTORAL DA DIVERSIDADE SEXUAL

NOVO E-MAIL PARA CONTATOS DIRETOS COM A PASTORAL DA DIVERSIDADE SEXUAL
DA IGREJA ANGLICANA (IEAB) EM GOIÂNIA, GOIÁS.



e-mail Rev. Elias Mayer: ieab.goiania@terra.com.br





e-mail Ministro Leigo, Aurélio Barbosa
coordenador da PDS

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CRISTIANISMO E SEXUALIDADE



A religião cristã tem o controle da sexualidade, através de forte castração psicológica, como um dos principais pilares da prática religiosa. Cristãos de diferentes ramos, católicos, ortodoxos, protestantes e outras vertentes, colocam a castidade, a virgindade, o sexo restrito ao casamento, o sexo para procriação destituído de prazer, e tantas outras amarras e tabus como uma santidade extrema que eleva o ser humano ao sétimo céu, na mais plena salvação.

Questões como justiça social, acúmulo de bens, pobreza, miséria, opressão, consumismo, falta de solidariedade, são coisas pequenas e pouco importantes para a salvação. O importante é não se masturbar, não fazer sexo antes do casamento, não ter amantes fora do casamento, não fazer sexo oral ou anal, fazer sexo só para procriar, e ter todos os filhos que Deus (a natureza) mandar. Sexo grupal, com animais, com primos, tios, sobrinhos, com pessoas do mesmo gênero, então, nem pensar! Incesto? Que abominação!

A sexualidade, especialmente a falta de sexualidade, tornou-se fundamental para ser cristão. Não importa se o cristão paga um salário de miséria para sua empregada doméstica. Não importa se existem mendigos na rua. Não importa se os direitos humanos dos presidiários não são respeitados. Inclusive bandido tem é que sofrer mesmo na cadeia. Não importa se existe emprego suficiente. O que importa é que Deus abençoa seus servos, para esses nunca nada há de faltar, nem nesta vida nem na outra. Desde que não peque, especialmente abstenha-se do sexo pecaminoso, esse é o pior pecado. Matar os pobres de fome, isso não é pecado.

Aquilo que Jesus mais repugnava era o farisaísmo. A religião baseada em leis e regras que mudam o exterior, que mudam detalhes de pouca importância na vida das pessoas, mas que deixam o essencial, como Ele mesmo dizia: filtram um mosquito e deixam passar um camelo. Esse é o cristianismo moderno (medieval melhor dizendo...).

Esse cristianismo farisaico nada tem de evangélico, nada tem de Jesus.

Para eles Jesus era assexuado. Será?

Engraçado que Jesus fala: há homens que se fazem de eunucos pelo reino dos céus. O que ele quer dizer? Está implícito: se a sexualidade em sua vida promove injustiça, seja assexuado. O problema não é o sexo. É a injustiça, o egoísmo.

Comida, bebida, sexo, sono, descanso, trabalho, necessidades fisiológicas básicas para o ser humano não eram questões de pecado para Jesus, mas questões de Justiça, de solidariedade, de paz. Para ele era intolerável o acúmulo para uns e a falta para outros. Os ricos, que tem comida e bebida para desperdiçar, sexo como puro objeto de consumo, que vivem da exploração do trabalho escravo de muitos, esses ricos não tem lugar no reino dos céus, onde há solidariedade, partilha e responsabilidade para todos.

Mas há esperança! Os verdadeiros valores evangélicos ainda hão de penetrar os corações empedernidos daqueles que se sentam nos bancos dos templos e catedrais, nos tronos episcopais, que se ajoelham nos genuflexórios dos mosteiros e conventos, que afirmam falar em línguas dos anjos e fazer milagres e curas espetaculares, mas nada fazem para transformar os reinos deste mundo no reino de Deus.

Por Aurelio de Melo Barbosa
25/ago/2010